sábado, 18 de abril de 2015

Mooji, O Silêncio de Ser

"Quando o homem procura por experiência, ele se torna o corpo.

Quando ele procura por conhecimento, ele se torna a mente.

Quando ele procura por Deus ele se torna o Coração.

Quando ele procura pela Verdade ele se torna em Nada."


- Mooji

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Relacionamentos

Viver é relacionar-se. Viver é relacionar-se com a vida. Viver é relacionar-se a Vida com Vida. Ser vida é ser consciente da forma como nos relacionamos connosco próprios na dinâmica da relação com o outro. Viver um relacionamento é relacionar o que está dentro com o que está fora. Relacionar é a arte de aprender a ser vida com outra vida.


Relacionamo-nos com tanta coisa e tantas pessoas à volta, que negligenciamos a forma como nos relacionamos connosco próprios no vasto oceano de efeito espelho que a vida é. Relacionamos o nosso “mundo” com outros “mundos”. O descobridor relaciona o seu mundo com mundos de outros descobridores. 

Relacionamo-nos com a cara-metade, com o pai, com a mãe, com o filho, com a filha, com a família, com o amigo e com a amiga, com o colega, com o padeiro, com a peixeira, com o polícia, com o ladrão, com o mendigo, com o banqueiro, com a política, com a religião, com o futebol, com a televisão, com o jornal, com o que está “bem”, com o que “está mal”, com o preconceito, com o tabu, com o politicamente correto e incorreto, com o socialmente aceite e não aceite, com o desconhecido, com o conhecido, com o espelho, com o relógio… relacionamos emoções de medo com pensamentos de luta, relacionamos pensamentos de dor com ações de raiva, relacionamos gestos de compaixão com gestos de amor, relacionamos reações com respostas, relacionamos dar com receber, relacionamos dependências com independências e interdependências, relacionamos pensamentos com ações, relacionamos a nossa forma de viver o mundo com outras formas de viver o mundo… Relaciona-se o futuro com o passado, a procura com a emoção, a paixão com a inércia, o prazer com a culpa, o engano com o desengano, a verdade com a mentira, a ilusão com a desilusão.

…Será que relacionamos? Como relacionamos? Será que “disparatamos”? Somos a relação ou somos testemunhas da dinâmica da relação, observando e assumindo responsabilidade da coerência e transparência da relação que tenho comigo próprio em primeiro lugar? Por vezes há “mundos” psicoemocionais inconscientes formados por malas do passado e passaportes para o futuro, que influenciam a dinâmica dos relacionamentos que temos no presente. Muitas vezes queremos dizer sim e sai um não, muitas vezes queremos ir para a direita e vamos para a esquerda. Direcionamos a atenção tendencialmente para aquilo que está fora, na ânsia de tratar algo que está dentro. Assim vemos fora apenas o que acreditamos que queremos ver, não vemos fora o que ainda não aceitamos, conhecemos e compreendemos dentro.

Toda a forma de relacionamento é uma ponte de encontro entre dois pontos, duas entidades, dois descobridores. Nessa dinâmica, poderá haver atração ou repulsão, afeiçoamento ou aversão. Pode o afeiçoamento ser a ilusão de uma procura desencadeada pelo medo? Pode a aversão ser um dedo que toca numa ferida por sarar? Afinal, o que é o quê? Uma simples palavra tem importância relativa, aquela que cada “descobridor” acredite e lhe “agrafe”. O que dá poder a uma simples palavra? Acreditar! Acreditar tal como acreditas que és o nome pelo qual a tua pessoa é chamada. Como pode o desconhecido ser descrito? Como pode o incerto ser tomado como certo? O relacionamento pode também muito bem ser um ponto de crescimento e amadurecimento em direção a algo mais profundo, para lá do “descobridor”, a entidade que “procura”. Quem procura? E o que procura?

Aquele que se despe de si próprio, da imagem de si próprio, será aquele que se capacita a si mesmo para estar presente, sem ruído mental e emocional do passado ou do futuro. Simplesmente está. Presente. Aquele que está agarrado a algum tipo de ilusão de segurança, de identificação, carregará consigo todo um mundo de memórias, de emoções, de crenças, julgamentos e “agrafos”, de sentimentos e projeções que interferem nas pontes criadas com o outro. Que mexem e condicionam o presente. Relacionamento sim, mas será relacionamento entre quê? Entre quem? Quem ou o que se relaciona? 

Relacionamento quando vivido de uma forma presente, é uma arte. Uma arte de comunhão e comunicação, interagindo com a Vida para lá dos olhos do outro. Relacionar pode ser uma oportunidade de clareza de ver e Ser Vida, e por outro lado pode ser um botão “repeat”, mais do mesmo, areia para os olhos do “descobridor” que se relaciona. 

Relacionar é observar a forma como se interpreta a vida, se necessário for interpretá-la… Observar a forma como é sentida, se necessário for sentir… Observar a forma como é aceite, ou não aceite. Observar a forma como se mantem a luz do discernimento presente e no presente. Afinal mastigar, saborear e digerir a Vida não é a mesma coisa que engolir a vida ou torcer o nariz e virar a cara para o lado, à espera de outro prato. Mas tudo está bem pois, na verdade, aquele que come está já comido pela Vida. No fundo, não há aquele que come, nem tão pouco há o comido. Poderá alguém comer ninguém? Tudo se relaciona na mesma forma como se relaciona com ele próprio. Tudo caminha e se relaciona na medida do tempo certo e no lugar certo… no momento certo.

Seja qual for o relacionamento para o qual olhes na tua vida - afetivo, social, profissional - esse será sempre o relacionamento perfeito para te dar a observar e a sentir o ponto de liberdade consciente onde te encontras na forma como te relacionas contigo próprio de acordo com o teu grau de entendimento. E isso por si só é perfeito! Respira e Sê grato! Ter liberdade em qualquer tipo de relacionamento é não só escolher relacionar ou não com o outro, mas estar consciente da forma como me relaciono comigo próprio no relacionamento com o outro. Não se trata de egoísmo, mas de respeito e amor próprio.

Namastê ~ M.
www.raiosdomesmosol.blogspot.com

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resistências

- a visão Transpessoal

Resistência é qualidade daquilo que bloqueia ou resiste a algo novo. Supõe estanquicidade, defesa, ataque, medo em torno de algo. Num nível de desenvolvimento pessoal, uma resistência forma-se desde uma experiência do passado por assimilar e integrar até ao presente, limitando a expressão da vida influenciando assim o futuro.



Situações aparentemente triviais da vida quotidiana podem ressoar com algum tipo de resistência interna existente, desencadeando reações (atitudes baseadas no passado) de defesa/ataque, sejam elas internas (pensamentos, emoções) ou externas (palavras, ações, gestos). Assim observada, resistência é um SOS, uma chamada de atenção para dentro, de forma a ser observada a raíz de algo que se está a fazer manifesto através da Vida.

Funciona como uma bolsa emocional alojada no inconsciente, à espreita do momento certo para vir à superfície e dar sinal da sua existência. Por ser necessário ser observada de forma consciente de forma a poder dissolver-se, a resistência revela-se de várias maneiras, vendo-se a ela própria através do “espelho” exterior numa situação, pessoa ou experiência.

Por muito que se tente evitar, enquanto a base do efeito, a causa, não for vista e exposta à luz da compreensão, a “professora” vida encarregar-se-á de colocar à frente do estudante mais do mesmo até que eventualmente a lição seja assimilada.

O Transpessoal aborda as chamadas resistências como os anéis da cana de bambu – marcos importantes na vida desde os quais se aprende e se cresce a nível da maturidade emocional, expandindo a Consciência. Cultivando um estado de atenção plena, são iluminados novos corredores neuronais, novas vias de percecionar a realidade de uma forma mais fluída e desimpedida de filtros psicoemocionais. As resistências convertem-se assim em autênticas pérolas de sabedoria, rumo a um ser mais liberto.

Porque por vezes vemos aquilo que acreditamos, é necessário observar a forma como vemos.

Namastê ~ M.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Falta de Rumo na Vida

- a abordagem Transpessoal


Muitos são os estímulos exteriores nos dias de hoje que chamam e tornam cativa a nossa atenção. A vida parece ser empurrada em função do “faz isto”, “sê aquilo” “tem aquilo”, muitas vezes em direção a expectativas de outros que assumimos como nossas, e assim vivemos o dia-a-dia. Sentimos até obrigação de responder às mesmas expectativas do outro de forma a sentirmos aceitação. Entretanto, no interior e, tal como um vulcão que desperta, são ativados de forma mais ou menos consciente sentimentos de competição, comparação, inferioridade, baixa-autoestima, medo de rejeição, sensação de “ter que lutar” na vida gerando tensão. Tudo isso acaba muitas vezes por “explodir” em stress, reatividade, nervosismo, depressão, insónia, insegurança, fobias, etc.


Na sociedade consumista na qual se vive, cultivar e alimentar a paixão individual profunda que dá a sentir o sentido da vida, é algo que acaba por ficar eclipsado por objetos/identificações externas. E assim, tal como num eclipse o Sol fica escondido por detrás da Lua e deixa de haver luminosidade, deixamos de “ver”. Sentimos confusão, falta de confiança, acabando por permanecer resignados, conformados, “adormecidos” por não se vislumbrar o caminho e a orientação a tomar.

No Transpessoal são utilizados exercícios específicos de forma a estabilizar e a cultivar a presença, o estado consciente que observa o conjunto de crenças, sentimentos, emoções e identificações psicoemocionais que moldam a personalidade que se vê confinada dentro dela própria, não vendo caminhos nem opções. Desse espaço de observação, aflora naturalmente um despertar, um “dar-se conta” para aquilo que realmente se intui importante fazer acontecer, o passo a dar bem como aqueles que agora se observam caducos.

Vive o teu sonho. Todos os outros estão a viver o deles.

Namastê ~ M.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Yoga e a Árvore


Lutos e Perdas

- a visão Transpessoal -


O ser humano atual tende a viver o momento identificado com o seu corpo, com a imagem que a mente projeta acerca de si próprio. Tal estado de ser, gera, alimenta e perpetua a sensação de “eu sou o corpo”, de apego ao corpo, a segurar aquilo que se toma por “seguro”, o conhecido. Isto inevitavelmente gera dor quando se experiencia por exemplo a perda de um emprego, ou o fim de um relacionamento ou, talvez o maior desafio da vida submetida às leis do tempo e espaço e da mente, a morte de um ente querido.



Uma vivência de luto ou perda em si serve como gatilho para que um conjunto de resistências psicoemocionais sejam acionadas, havendo uma forte tendência para identificação ora com o passado ora para o futuro, fazendo sentir “falta de chão”. Situações como insónias, perda de apetite, reatividade, culpa, abandono, medo, etc., poderão ser experienciadas, de forma a expressar o vivenciado.

É desejável que, de forma a retornar a um equilíbrio são, serem vividas por inteiro fases durante este processo de forma a respeitar, abraçar e curar todas as feridas emocionais e mentais. Assim, da negação e incredulidade inicial vive-se depois o sentimento de ausência; depois, vem naturalmente o início da parte do processo de aceitação e depois a sanação, transformando o sentimento de perda. Finalmente, ocorre uma análise sobre o sucedido, onde a palavra “morte” é impregnada com outro significado de forma natural.

O Transpessoal ajuda a travessia deste profundo processo de perdas, ajudando ao despertar para algo mais amplo, sanador e ao mesmo tempo também profundo, para lá das fronteiras espaço/tempo, da dualidade e separação cultivadas pela mente.
É reconhecido o que representa o sucedido, permitindo assim de forma natural renascer das cinzas uma consciência mais plena, verdadeira e integral para a Vida.
... Aquilo que é o fim para a lagarta, é o início para a borboleta.

Namastê ~ M.
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terça-feira, 31 de março de 2015

O Perdão

- A visão Transpessoal -
Perdoar é reconhecer o direito de viver o estado natural do ser humano: Felicidade!


Muitas vezes tendemos a apontar o dedo a algo ou alguém que sentimos e acreditamos ser o causador de um desconforto interior. Dessa forma, estamos a abrir as portas para um ataque, defendendo aquilo que acreditamos ser a nossa verdade.

Porém, para haver um ataque, inconscientemente abre-se a porta para a existência da defesa, o que abre as portas para o medo.

Num jogo às escuras entre este vai e vem de projeções mentais e emocionais, a visão transpessoal trás luz apontando o ponto em nós que sana, que une, que perdoa, pois aquilo que se vê no outro é reconhecido dentro também. Uma vez observado é dada luz a uma parte que não se estava a ver. Tudo aquilo que a mente “vê” é aquilo que acredita ver, e tudo isso é construído no passado. Assim, é apontado o presente do perdão.

... Corrijo em mim o que vejo no outro.


Namastê ~ M.
www.raiosdomesmosol.blogspot.com

sábado, 28 de março de 2015

Sobre o apego à forma

Toda a forma da tua resistência, dos teus desejos e sofrimento perante a vida, expõe a intensidade do teu interesse e identificação com alguma forma de ti. Revela o apego que nutres por tudo aquilo que pertence ao mundo dos fenómenos, que pertence ao mundo da impermanência, da constante mutabilidade inerente.


Quando te dás conta desse reconhecimento interior, onde observas e te dás contas onde estão as raízes das amarras emocionais as quais encontram a sua forma dinâmica de expressão em pessoas, relacionamentos, eventos, objectos, obrigações, culpa e por aí a fora, despertas para as crenças que permitiste que se erguessem à volta de ti mesmo, simplesmente porque acreditaste e lhes atribuíste importância. E se o fizeste, foi porque assim tinha que ser e serviu o seu propósito para a tua evolução na altura.

Tudo o que aconteceu conduziu-te a este agora. E este agora convida-te a libertares-te do passado, libertares-te da ideia do futuro, libertares-te da mente. Este agora convida-te a libertares-te da imagem, da forma que atribuíste a ti próprio. É a tua mente que dá forma às coisas. Tu não és a mente, tu não és forma. 

Quando morres para a forma, dás-te conta do Sem-forma. Depois reconheces as múltiplas expressões do Sem-forma em todas as formas. Dás-te conta daquilo que És.

E irás, de alguma forma, saber intuindo o que fazer a seguir… Sendo Vida.


Om

quarta-feira, 25 de março de 2015

Novo Site


"We discover who we are by recognizing what we never stopped being"

Visite o meu novo site profissional, clique AQUI

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Yoga e Terapias - Novos Espaços




Veja os espaços e horários AQUI

Om Shanti
Jorge Miguel Porfírio

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dar Espaço


Nos dias de hoje facilmente somos “empurrados” a correr atrás da vida… a correr atrás dos afazeres domésticos, atrás de “exigências” profissionais, sociais e familiares, atrás do relógio, atrás de emoções… De forma menos ou mais consciente, no meio do frenesim desse “corre-corre” tendemos a desconectarmo-nos e a afastarmo-nos do nosso centro de paz e equilíbrio. É desde esse centro que a vida se apresenta tal como cada um a perceciona de acordo com as ferramentas de conhecimento que reuniu, integrou e colocou em prática ao longo das experiências e vivências da sua vida.

Seria benéfico que todos tivéssemos encontrado na vida uma ferramenta que fosse uma poderosa ajuda para o cultivo de uma atitude de higiene mental/emocional, da mesma forma como mantemos a higiene física. É de importância vital para o equilíbrio e bem-estar de cada um, inserir na rotina diária de forma consciente pequenas mudanças, cultivar pequenas ações, que por sua vez de forma gradual e natural, operarão grandes mudanças na forma de como nos sentimos e observamos a nós próprios e consequentemente na forma de nos relacionarmos com o mundo e com a vida.
Há momentos em que é necessário dar espaço à vida, para que desde esse espaço haja oportunidade de crescimento e expansão.De facto, concedendo-nos “espaço” para cultivarmos um estado de atenção e observação consciente para connosco próprios, abrimos uma janela de oportunidade para fazermos acontecer algo diferente nas nossas vidas.

Mas, o que é isso de “dar espaço”?

Dar espaço trata-se da desidentificação da atenção com o pensamento/personalidade. Por vezes a vida convida a abrir mão do que pensamos para que, nesse espaço, possamos redefinir o que pensamos, acreditamos e sentimos, reformulando assim a nossa própria perceção da realidade. Deste modo algo novo pode ter lugar para florescer e se manifestar na vida. Mais do que com os olhos, vemos e filtramos a vida através do que sentimos (emoções) e acreditamos (crenças). Dito de outro modo, vemos a vida através das lentes que no momento usamos. E se alterarmos a graduação das lentes?... Ou mesmo, se removermos as lentes?... O que acontecerá? Espaço!
“Dar Espaço”... “Espaço” é a distância que separa o observador daquilo que é observado. “Dar” é a escolha e responsabilidade de cada um. Dar Espaço a nós próprios é viver de forma mais plena cada momento, graças a uma visão mais abrangente. Se não gostamos do que recebemos da vida, talvez seja o momento de observar o que estamos a dar de nós à Vida, pois recebemos dela aquilo que damos de nós.


Namastê
Jorge Miguel Porfírio

sábado, 18 de outubro de 2014

A Arte de Sintonizar


É do desejo que nasce toda a Ação. Renunciar ao desejo seria renunciar à Vida, pois Vida é Ação. Sem o desejo a experienciação da condição humana e a sua evolução simplesmente não poderiam ter lugar.


Um tipo de desejo há que brota desde a alma, tal como um chamamento, tantas vezes tão facilmente distorcido pelos filtros da personalidade que, conforme as cores as quais dispõe na sua palete no momento, assim “pinta” a sua verdade, a sua forma de acreditar e defender a sua realidade e forma de perseguir a sua felicidade. Esse tipo de desejo profundo, virgem e imaculado, puro e forte, esse Almejar, é a alavanca da Vida. Sentir e escutar clara e nitidamente o Almejar que esse desejo é, implica saber reconhecer, observar, aceitar, silenciar e transcender interferências nesse sinal, os desejos superficiais frutos da personalidade egóica, essa voz interior que impele à satisfação dos sentidos e ilusório e efémero preenchimento de vazio.

Tal como quando passa a nossa canção favorita numa determinada frequência de rádio e de forma a melhorarmos a qualidade do sinal por vezes temos de proceder a um ajuste no botão, assim deve ser o procedimento interior para sintonizarmos com essa frequência presente em cada coração. Sintonizarmos com esse sinal único e individual da alma, é sintonizarmo-nos com o nosso Dharma, aquilo que nos realiza e nos torna realmente na felicidade que perseguimos no exterior, vivendo plenamente a vida

Porém, almejar viver a vida de forma plena, implica reconhecer e aceitar a vida tal como ela é. A impermanência das coisas, a transitoriedade de acontecimentos e inevitabilidade das mortes (que nada mais são do que fins de ciclo) presentes na realidade dual desta vida, aqui e agora, onde existe o Positivo e Negativo, Sol e Lua, Branco e Preto, Dia e Noite, Mulher e Homem, Yin e Yang, Saúde e Doença, Prazer e Dor, Alegria e Tristeza … Nascimento e Morte.

Tal como a cana de bambu que ao longo do seu crescimento vai encontrando mais força para crescer em cada nó, em cada morte de algo velho está latente a semente para um renascimento para algo novo. Com essa Presença consciente cultivada e colocada em prática a cada momento, o crescimento e amadurecimento do indivíduo é naturalmente alcançado e assimilado no trilhar da sua vida, em cada obstáculo e desafio do seu caminho. Aquilo que para a lagarta é o fim do mundo, é o nascer do mundo para a borboleta.


Dessa forma, re-descobre-se a Vida, o Presente presente que vibra e vive nas mais pequenas e simples coisas. Onde quer que estejamos, se olharmos neste preciso momento à volta, veremos que tudo está a acontecer. Essa vida já lá estava, porém agora estamos sintonizados de forma diferente… estamos numa estação de rádio que não é deste mundo, mas que abraça e ama este mundo. Sabemos que estamos a escutá-la, a vive-la e... a Ser!

Namastê
Jorge Miguel Porfírio

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Movendo montanhas


Hanuman, o deus macaco hindu, com a sua fé inquebrantável e Amor inabalável para com o seu senhor Rama, carregou uma montanha inteira junto de Rama, para que com ervas medicinais dessa montanha pudesse curar o seu irmão Lakshmana ferido na guerra contra Ravana. Hanuman representa a força e poder da fé, entrega e devoção para com o Ser Supremo.


Quando a energia que suporta a ação é pura e elevada, brota a manifestação do Supremo. Força Suprema e determinação inabalável nascem naturalmente em todo o ser humano quando algo mais elevado se eleva à voz da mente/personalidade. Toda a ação desapegada pelos resultados e seus frutos, entregues ao Divino, desencadeiam no Universo o natural fluir de acontecimentos Cósmicos, alinhados com o propósito Superior e Divino de cada um e do Todo.

Devoção é ação devocional… ação que não tem origem pois o fim é origem e a ação apenas uma ponte, um instrumento de manifestação do que É.
DevoAção move montanhas~ Jorge Miguel Porfírio

Namastê

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ser Livre

“Não é o corpo, a mente ou o espírito que necessitam ser libertados. 

Eles já são livres.

O que há a libertar é tudo aquilo que limita o corpo,

condiciona a mente e retrai o espírito.”

J. Miguel Porfírio 

Namastê _/\_


quinta-feira, 10 de abril de 2014

O que é o Yoga?


Perguntam o que é o Yoga...
Bem, a meu ver, digamos que na sua dimensão Real (União), Yoga tem o potencial de conduzir o praticante a um estado profundo de integração do seu Ser. Mas é o ser, na sua individualidade, que tem de se permitir fazer esse caminho, ou seja, de mergulhar. Nada nem ninguém exterior a Si mesmo o pode fazer por ele.
~ Jorge Miguel Porfírio

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Yoga que Eu Sou ... Agora.

O Yoga, como eu o sinto, é uma ferramenta milenar à disposição da humanidade, que revela de forma natural e gradual ao praticante a sua Identidade Real.

No Hatha Yoga são usadas posturas psicofísicas (asanas), exercícios respiratórios (pranayamas), técnicas de recolhimento, condução e foco da mente (pratyahara, dharana, dhyana), exercícios de som (mantras) e é cultivado o empoderamento da consciência das raízes e formas de expressão humanas (yamas e nyamasde forma a unir toda a dimensão única e individual da condição humana.

Este trabalho tem como objetivo o Raja Yoga, o Yoga da União, em que a mente e corpo conduzem ao êxtase, ao estado de Ser de União com o Universo (Samadhi). Podemos afirmar que Yoga é uma disciplina de transformação do potencial humano. - Jorge Miguel Nunes Porfírio

“A mente só pode ser conhecida por aquilo que está atrás dela”Nisargadatta

nAMAstê

sábado, 15 de março de 2014

Quaresma - Um Trabalho Interior




A Vida devolve a forma daquilo que acreditamos ser. Acreditamos no que sentimos.
Iluminada ou menos iluminada (conscientes ou menos conscientes) é nessa ponte, nessa troca, que traçamos momento a momento o destino das nossas vidas... a Ponte entre o Receber na mente o sentimento da emoção com a qual o Coração vibra e Dá. É este o Salto de Fé, e é nele que Somos Agora.
Iluminemos pontes dentro, caminhando fora. De dentro para fora... Sendo!
Boas passagens... Boa Quaresma, com muito Amor!
Jorge Miguel Porfírio

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O Presente é um Presente



"À medida que os anos passam, a maior parte dos humanos perdem o gosto pelas coisas: respiram, comem, bebem, caminham, vêem, ouvem, sem que a sua consciência participe grande coisa nessas atividades. Dir-se-ia que os seus sentidos se atrofiaram.

Mas, quando uma pessoa fica gravemente doente, o que é que acontece?


Ela é obrigada a viver, durante meses, imóvel e isolada num quarto, onde leva uma vida vegetativa.


Depois, finalmente, entra em convalescença, e aí, de repente, os alimentos e o ar são para ela um deleite. E que alegria é poder de novo caminhar livremente, sair para contemplar o céu, o sol e toda a natureza na primavera, escutar o vento e o canto das aves! Eis o lado bom de certas doenças.

Mas será razoável esperar até ter um acidente ou ficar gravemente doente para ter de novo gosto pelas coisas?"


~ Omraam Mikhael Aivanhov

domingo, 23 de dezembro de 2012

2013 - Mudar perspectivas

... no novo ciclo que se iniciou a 21 de Dezembro de 2012, os pulmões do Cosmos presenteam-nos com uma nova fase da sua Respiração E-terna...


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quem és Tu ... Realmente?


ॐ 
"Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos.
Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo"

"O Eu é o mestre do eu. Que outro mestre poderia existir?
Tudo existe, é um dos extremos. Nada existe é o outro extremo.
Devemo-nos manter afastados desses dois extremos, e seguir o Caminho do Meio"
Buda

"Yoga Chitta Vritti Nirodha" (Yoga é cessar as flutuações da mente)
Patanjali, Yoga Sutras 1,2